e se fosse assim?

fotografia de Arthur Schatz

Quando eu era menor pensava que a vida era uma história, e que uma criança lia antes de dormir. E que quando nós dormíamos era porque ela havia parado de ler. As vezes eu também imaginava que quando eu não via as pessoas elas ficavam imoveis, paradas, inertes. Como em Coraline, sabe? Que o mundo e construído, algumas coisas não existem e quando ela não está param de funcionar. E as outras pessoas eram apenas figurantes que só iam para rua quando eu estava olhando.

Já cheguei a pensar que as pessoas entravam dentro da TV antes dos programas começarem, e que o mundo era na verdade uma célula microscópica dentro de outro ser vivo. E se for mesmo? E se tudo que falei for verdade? E se a galáxia for o ouvido desse ser?

O mundo é tão complexo que as vezes me deixa confusa, como cair em uma toca de coelho sem saber onde vai dar. 

E como seria se a vida tivesse uma trilha sonora sem fim? Que fosse possível voltar no tempo sem afetar nada? Que a telecinesia fosse uma habilidade comum, como um dos cinco sentido? Que ficar invisível fosse tão simples como piscar? Mas quem sabe um dia essas coisas se tornem realidade...? 

PS: Escrevi isso no dia 18 de outubro de 2014 num blog que tinha com a minha melhor amiga. Eu tinha 13 anos e 5 meses. Lembrei em como achei legal quando escrevi, e agora, depois de reler continuo achando bom. 

bandas nacionais show

Apanhador Só
Minhas bandinhas (atuais) nacionais favoritas numa lista em 9ordem aleatória. Na foto acima, Apanhador Só no lançamento de seu álbum, Acústico-Sucateiro em 2011. É triste saber que essa banda existe desde 2005 e eu só descobri esse ano depois de ouvir um amigo cantando.


Em 2003 em Porto Alegre surge a banda independente, Apanhador Só. Três anos depois lança o primeiro EP, Embrullho Pra Levar. Disso, se seguiu aberturas de shows em São Paulo, reconhecimento e três discos, todos gravados em formatos diferentes como fitas cassete e vinis. O ultimo álbum foi lançado esse ano (2017), e da pra fazer o download dele, e de todos os outros no site. 

Se quiser, comece ouvindo essas: Vitta Ian Cassales, Despirocar, Maria Augusta, Nescafé, O Rei e o Zé, Cartão Postal, Líquido Preto,  Bem-Me-Leve, Metropolitana, Linda Louca e Livre


Dingo Bells, não achei muito sobre ☹  O primeiro álbum Maravilhas da Vida Moderna foi lançado em 2015. Conheci a banda no mesmo ano em um vídeo de indicações de bandas nacionais do Minuto Indie. Essa banda também é gaucha (possivelmente de Porto Alegre), e se apresentou no Pepsi Twist Land, onde eu assisti e foi demais!

Minhas favoritas do álbum: Dinossauros, Eu Vim Passear, Maria Certeza, Lobo do Mar, Mistério dos 30


Móveis Coloniais de Acaju, teve origem em Brasilia no ano de 1998. Apresenta influencias do leste europeu com música popular brasileira, ou como é denominada pela banda feijoada búlgara. O nome teve como inspiração um conflito fictício que une índios e portugueses contra ingleses da Ilha do Bananal. Desde o fim de 2016 a banda está em pausa por tempo indeterminado. 

As primeiras que ouvi: O Tempo, Não Chora, Sem Palavras, Falso Retrato (U-Hu)


Sara Não Tem Nome, começou a compor as músicas para seu primeiro álbum, Ômega III aos 14 anos que foi gravado em 2015. Ela é artista visual, compositora e cantora. O titulo Sara Não Tem Nome surgiu na faculdade de belas artes, quando os alunos davam mais importância para a família e origem das pessoas do que para o que elas produziam. Aqui tem uma entrevista para o canal Arte 1, onde eu li soube mais dela.

Minhas favoritas do mundo: Geografia, Carne Vermelha, Dias Difíceis, Água Viva, Atemporal, Queda Livre

PS: queria colocar mais bandas, mas ai a lista ficaria entediante então se alguém quiser conhecer eu posso fazer outra lista ☺ Da pra baixar os álbuns de todas as bandas gratuitamente no site de cada uma delas.

the diane horror picture show

* Diane Arbus
Diane Arbus- I would love a giant Diane Arbus photo on my wall!
diane arbus (1)
Diane Arbus. This photo of the two children in the street really caught my attention. It shows the true nature of a child. Their care-free attitudes, their "goofiness."
artnet Galleries: Three Circus Ballerinas by Diane Arbus from Jörg Maass Kunsthandel   1964
Drag queens and grannies - diane arbus
Diane Arbus, Nancy Bellamy’s Bedroom, New York, 1961.
Diane Arbus. Identical twins, Roselle, New Jersey, 1967.  http://diane-arbus-photography.com/
Diane Arbus (Ella)
Diane Nemerov (Arbus), 1923 NY, iniciou sua carreira como fotografa em revistas de moda junto de seu marido, Allan Arbus. Os dois se encontravam as escondidas desde a adolescência pois os pais de Diane não permitiam o romance, pois eles também haviam enfrentado isso em sua própria juventude. Cansada da mesmice, durante os anos 50, Diane muda seu estilo fotográfico focando mais em cenas do cotidiano com pessoas comuns e marginalizadas. Tendo como principais cenários circos, hospitais psiquiátricos, necrotérios e quartos de hotéis, ela gostava de fotografar personalidades excêntricas, com problemas físicos ou mentais, e peculiaridades únicas. Depois do fim de seu casamento, sofreu com  depressão e hepatite. Teve seu fim ao cortar os pulsos dentro da banheira, em 1971. Durante a vida, falou a um amigo que não queria ser conhecida apenas como "a fotografa de aberrações."

pra saber mais é só clicar